segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A difícil arte: Relação Museu e Público-Alvo (1ª Parte)

             O objetivo deste texto não é trazer uma fórmula ou solução à problemática Museu e Público-Alvo. No entanto, apontarei as dificuldades encontradas e os caminhos percorridos durante a elaboração inicial de um Projeto Educativo em Museus para a disciplina Educação em Museus, do Curso de Museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalho este, em parceria com a colega Marta, onde já no início do Projeto, com a tarefa de escolher uma instituição e um público-alvo da cidade de Porto Alegre, encontramos as primeiras dúvidas: qual instituição escolher? qual público-alvo determinar, entre a população da cidade?
        Ressalto que, além do objetivo específico do trabalho, que é a elaboração de um Projeto Educativo entre museu e público, muitas questões vem à tona, durante o planejamento. A começar pelo desafio de não apenas apresentar uma ideia à ministrante da disciplina, (Profª Zita) mas, colocar esta ideia em prática. Para isso, a instituição escolhida deve aceitar colaborar e sujeitar-se a um projeto externo de sua administração/direção, mesmo que de acordo com sua agenda e capacidade. Além disso, o público-alvo escolhido também deve estar de acordo em sair de seu lugar de origem e deslocar-se à instituição. Para ambos (instituição museal e público), um encontro real e concreto e não utópico e cheio de fantasias. Assim, o monstro da insegurança surgiu no mar de incertezas que cercam as ideias para o projeto.
            Depois de consultarmos algumas instituições museais, recebemos algumas respostas negativas (não por má vontade mas, porque outros colegas já haviam escolhido estas), outras não responderam e por fim, resposta positiva do responsável pela instituição que aceitou, cordialmente, colaborar com nosso trabalho acadêmico. Paralelamente à questão de "qual museu?", pensamos num público que fosse possível reunir e que estivesse próximo da instituição. Próximo, no sentido de espaço territorial, mesmo. Pensamos na facilidade em levar este público para dentro da instituição e assim, aproximá-los também, dentro do campo das ideias que podem surgir desta relação.
                O público-alvo escolhido é um público original, pelo que percebemos, por não encontrarmos qualquer referência em outros trabalhos. No entanto, dados sobre a instituição museal e sobre o público escolhido, serão expostos quando estivermos com o roteiro melhor definido. 

Boa sorte pra nós!







terça-feira, 16 de agosto de 2016

Lugares de Memória



Dois vídeos que mostram um segundo momento de palestras do III Encontro Internacional de Direitos Culturais, que teve como tema "Direitos Culturais, Memória e Verdade", em referência aos 50 anos da instauração do regime militar no Brasil. Os dois vídeos referem-se aos Lugares de memória e preservação de bens culturais no contexto da justiça de transição.


Evento ocorrido na Universidade de Fortaleza, em 2014. Fortaleza, Ceará, Brasil.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Projeto Educativo em Museu

Primeiro dia de aula do semestre, em 03 de agosto de 2016. A disciplina Educação em Museus apresenta um desafio: Elaborar um Projeto junto a uma Instituição Museal de Porto Alegre com a escolha de um público alvo bem específico.
Primeiro desafio: receber retorno das instituições para poder definir qual aceita, efetivamente, colaborar com o Projeto. 
Segundo desafio: escolher um público alvo, o qual seja possível reunir, mantendo uma característica específica original. 
De desafio em desafio, vou informando, na sequencia, o desenvolvimento (sem mostrar muito o pulo do gato) da jornada. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Recomeçando a trilha

Novo semestre na UFRGS. Novos planos, novos projetos...literalmente.
Desafios me ajudam a seguir a trilha com objetivos e metas e isso é o que me faz sentir cada vez mais viva e atuante.
Que venham os resultados esperados.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ARTIGO_RESTAURAÇÃO

REPORTAGEM DA REVISTA VEJA –


Edição 2129 / 9 de setembro de 2009

Livros

De volta à vida

Um projeto ambicioso de restauração de livros devolve

ao público uma parte valiosa do acervo da Biblioteca Nacional



Marcelo Bortoloti



UM BANHO REVITALIZADOR

A restauração inclui processos como a imersão das páginas em água



A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, guarda 2 milhões de livros. Mas é para um conjunto de pouco mais de 200 que as atenções estão voltadas neste momento. São volumes "à beira da morte", na linguagem usada pelos especialistas para definir aqueles tomos que caminham aceleradamente para a desintegração. Para salvá-los, a instituição está empreendendo um grande projeto de restauração, que devolverá às prateleiras pelo menos 57 dessas obras, algumas escritas há 500 anos. Armado de pincéis, luvas e resinas especiais, um corpo de 38 funcionários se dedica a ressuscitar peças raras. O trabalho, iniciado há cinco meses, acaba de ter sua primeira etapa concluída. Foram reconstituídos quinze livros. Os outros 42 deverão estar à disposição do público em abril de 2010.

Há algo de épico nessa restauração. Quase todos os volumes incluídos no projeto vieram da Real Biblioteca portuguesa, em Lisboa. Alguns sobreviveram ao incêndio provocado pelo terremoto de 1755. Logo depois, em 1808, foram transportados para o Brasil na atropelada mudança da corte. Na precipitação da fuga, parte deles ficou esquecida no porto de Lisboa e só foi levada para o Novo Mundo dois anos depois. O acervo mudou duas vezes de endereço até 1910, quando foi construído o imponente prédio da biblioteca, no centro do Rio. Entre as preciosidades guardadas ali está um delicioso O Bom Uso do Chá, do Café e do Chocolate para a Preservação e Cura de Doenças, de 1687, do médico particular de Luís XIV, Nicolas de Blegny. Ou a enciclopédia medieval Margarita philosophica, de 1515, na qual o Brasil aparece pela primeira vez no mapa do mundo.

Fotos Biblioteca Nacional e Oscar Cabral



NOVO EM FOLHA

O livro de Nicolas de Blegny sobre os usos terapêuticos do café e do chá, em edição

de 1687, mostra os bons resultados das

novas técnicas de restauração



A restauração de um livro dura, em média, quatro meses. O processo inclui etapas surpreendentes para os leigos, como mergulhar as páginas em água filtrada. Em seguida, ocorre a reenfibragem, um segundo banho de imersão numa solução de água e polpa de celulose, que reconstitui as áreas danificadas das páginas. O futuro dos outros 140 livros que estão fora de circulação é incerto, seja por falta de verba ou tecnologia. Entre esses, a maior perda é uma edição de 1661 de A Cidade de Deus, de Santo Agostinho. Vários trechos foram cobertos com tinta durante o período da Inquisição. O método de censura se mostrou mais efetivo do que os próprios inquisidores poderiam supor: a tinta usada para impedir a leitura das páginas contém partículas metálicas, que provocam oxidação e corroem o papel. Não se encontrou uma forma de removê-la.




EDIÇÃO DA SEMANA

ACERVO DIGITAL





sábado, 19 de setembro de 2009

ACERVO PRECISANDO DE CARINHO

Quase todo o lar tem um acervo de livros, documentos e fotografias. Na minha casa conto com um número razoável de livros de muitas áreas do conhecimento e de ficção,  revistas variadas, manuais diversos, fotos da família, fotos de amigos, fotos de animais, etc. A maior parte deste acervo foi-se acumulando durante, aproximadamente, setenta anos. Entre as fotografias, em especial, temos exemplares de até cerca de cem anos de existência. Para dar início a um projeto pessoal e despretensioso, meus olhos se voltarão para uma das estantes com livros e revistas, que está localizada num anexo da casa, o qual utilizamos para quarto de hóspedes. Em primeiro momento, nossa atenção se voltará para o material presente na estante deste anexo. Postei, para melhor entendimento do leitor, as fotos do dia 19/09/2009.




Nota-se que a estante de madeira fica escondida atrás de alguns móveis. Durante algumas semanas estarei dedicando uma parte do meu tempo para corrigir pelo menos alguns pontos críticos (na verdade, são muitas falhas e descuidos). As fotos com cada passo serão postadas, no decorrer dos trabalhos...inclusive, a retirada destes móveis. Em outro momento, iniciarei o cuidado adequado às fotografias.


sábado, 27 de junho de 2009



O TEXTO ABAIXO FOI EXTRAÍDO DO SITE: www.hippies.com.br/site/index.php?start=24


Um senhor, chamado José Arguelles, trabalhou num livro, entre 1986 e 1987, livro chamado "O Fator Maia". Nesse livro, ele comete uma série de erros, mas o principal deles foi ter modificado a ordem dos ciclos maias em relação ao ciclo original de 2012. Na prática, ele pegou carona no ciclo de 2012, mas MUDOU toda a ordem dos ciclos que se relacionam a ele, destaque especial para o TZOLKIN, o Calendário Sagrado, ou o calendário dos "kins". Ele modificou a ordem sem maiores explicações, e divulgou, dentro desse livro, como se a ordem que ele criou fosse genuinamente maia.
Depois disso, ele passou a divulgar o calendário dele, com o nome de Dreamspell ("Encantamento do Sonho"), uma referência à origem do calendário dele, que são os sonhos que ele teve. Esse calendário ficou mais conhecido aqui no Brasil como "Calendário da Paz" ou "Sincronário da Paz". Dentro esse calendário, ocorreu uma "mistura da nova era", digamos assim, onde incluíram runas, i ching, sempre sob a leitura pessoal do Arguelles, e também começou a idéia de que os maias foram para outro plano, que maias são ETs, etc, etc. Pegaram carona também na "Bandeira da Paz" e na "Federação Galática". Houve um movimento, ainda na primeira parte da década de 90, que visava substituir o calendário gregoriano pelo calendário dele, onde o Arguelles chegou a se reunir com gente da ONU e do Vaticano, mas não teve sucesso, e passou a botar a culpa no "maldito capitalismo", depois que não conseguiu apoio dele. O argumento era que "o calendário gregoriano está errado", "devemos sair da 'frequência' 12:60 (12 meses, 60 minutos) para a frequência 13:20 (13 'tons' e 20 'selos', base matemática do calendário sagrado)". Entretanto, o Calendário da Paz desrespeita o ciclo original de 2012 e, ao mesmo tempo, ESTÁ PRESO ao calendário gregoriano. Há uma contradição: ele diz que o calendário gregoriano é "coisa ruim", mas o calendário da paz está totalmente preso ao mesmo calendário que ele pinta como se fosse o diabo.
A comunidade acadêmica nunca reconheceu esse calendário, e o criador do mesmo foi "obrigado" a esclarecer ao público de q o calendário dele NÃO era o calendário maia, por não ter bases suficientes para comprovar aquilo q ele dizia no livro publicado na década de 80. Entretanto, ele começou a dizer que o calendário dele era o calendário dos "maias galáticos", numa tentativa de afirmar o calendário dele como se fosse um maia "evoluído" (coisa que é repetida por muita gente, mas que não tem base alguma), e estranhamente ele passou a ser cada vez mais o centro das atenções dentro do calendário que criou, onde ele é colocado como "encerrador dos ciclos", "enviado de outros planetas" e uma possível "reencarnação" de um conhecido rei-sacerdote maia. Mais uma vez, tudo baseado nos SONHOS dele (literalmente, ele sonhou e relatou, etc, etc), mas que obviamente ele não tem como comprovar. A coisa toda acaba se resumindo à fé no CRIADOR do Calendário da Paz. Mas lembrem-se: se o calendário da paz funciona com você, isso não quer dizer muita coisa pois, como disse um sábio senhor, "o calendário sagrado dos maias é um oráculo, e todo oráculo responde se você colocar energia nele", mesmo se você não o utilizar em acordo com os maias. Dizer que o Calendário da Paz é maia é passar por cima da história, da arqueologia, da antropologia, etc, etc, etc. É um crime cultural, eu diria. Afinal, se trata de um calendário mais novo do que boa parte das pessoas que aqui estão. A questão é que 20 anos atrás esse assunto era domínio de poucos, e quando o cara chegou trazendo tudo isso um monte de gente aceitou sem questionar. No Brasil, então, piorou: até 2006, quando eu iniciei um projeto de esclarecimento e transmissão de conteúdos condizentes com o calendário maia original, o "grande público" só tinha acesso a conteúdos em português sobre o "Calendário da Paz" ! O fato de o ano novo ser sempre em 26 de Julho demonstra como o Calendário da Paz é preso ao gregoriano. Mas é também uma mentira dizer que 26 de Julho é o ano novo maia.

Para saber mais, existe um pequeno artigo meu, de 2006, que trata sobre a página do livro "O Fator Maia" onde Arguelles literalmente diz que o calendário dele é maia, mas comete erros primários:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=17055759&tid=2475817868972769492&start=1
Um amigo e colaborador português escreveu um artigo que determina vários outros erros contidos nesse livro, artigo esse que pode ser acessado no seguinte link:http://www.hippies.com.br/site/index.php/artigos-mainmenu-31/56-artigos/732-erros-de-calculo-no-livro-o-fator-maia.html

Ou ainda, em links alternativos:Download link 1
Download link 2
Existe, ainda, a minha comunidade, "Calendário Maia NATIVO", para quem quiser. E também podem falar comigo direto pelo meu perfil.Abraços, e espero que possamos esclarecer isso para todos durante o festival desse ano (Festival Fora do Tempo)

Fonte: calendariosagrado.org

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